28/09/2016

OLIVIA PALERMO | MFW

Já todas as atenções estão em Paris, portanto, vamos reflectir um pouco sobre as escolhas da Olivia na fashion week de Milão. Devo dizer que, até agora, foram os meus looks favoritos desta temporada.

As chamadas calças "boca de sino", num estilo alfaiataria, estão aí para ficar e eu adorei estes dois conjuntos. As malhas e o lenço estampado fizeram, de facto, toda a diferença. 


Para o desfile da Versace, Olivia escolheu duas peças da marca: uma saia de pele com fenda - MARAVILHOSA - e uma malha com fios de cor. Achei que ficou bem interessante, e, mais uma vez, a atenção aos detalhes, como é o caso do atilho ao pescoço, que acabou por tornar o look ligeiramente menos clássico.


Já sabemos que os conjuntos de duas peças estão na moda, mas fazer uma mistura de padrões arriscada como esta do primeiro look, só mesmo a Olivia. Eu gostei, acho que funcionou porque as cores são harmoniosas. No segundo look, uma saia midi lindíssima combinada com uma malha com gola e, novamente, o atilho ao pescoço, para aligeirar o conjunto. E está linda!

Aqui, um look super moderno, como um vestido de pele da marca Diesel que nem vale a pena dizer que amei! Achei a minha cara e já quero copiar!


Quem acompanha o estilo da Olivia Palermo sabe que os vestidos fluídos estampados são uma das suas imagens de marca. Como ela tem aquele ar delicado, este tipo de peça assenta-lhe lindamente. Aqui, dois modelos lindos de morrer, no primeiro combinado com um maxi colete (amei!) e no segundo, a inevitável mistura de padrões. Para peças deste género, impõe-se umas sandálias de tira fina e foi isso que a Olivia fez. 

Um look muito Olivia, que já estamos fartas de ver, mas que eu nunca me canso. As eternas calças de pele, um top - aqui azul em estilo pijama - e o blazer preto. Gira, moderna e super elegante. Adoro!


Qual o vosso look favorito?


Mais fotos da OP no meu Pinterest.

26/09/2016

SEQUINS + SNEAKERS


Tenho este vestido há muito tempo, já o usei algumas vezes, mas nunca de uma maneira tão casual. As lantejoulas estão aí para as usarmos no dia-a-dia, portanto, lembrei-me que não seria má ideia combiná-las com os uns ténis brancos, que não páro de usar (fazer o quê? São confortáveis, são giros, combinam com tudo!). A verdade é que adorei o resultado, porque com este tipo de looks ficamos arranjadas, trendy e, ao mesmo tempo, a privilegiar o conforto.    

LOOK: Ténis Massimo Dutti FW'16 | Vestido Zara | Mala CH | Óculos de sol Chloé











Que seja uma semana feliz e produtiva para todos nós!

BEIJOO**

23/09/2016

ACESSÓRIOS FENDI SPRING 2017


Sabem que eu adoro a linha de acessórios da Fendi, principalmente os óculos de sol e as malas. Como já aqui comentei, é a marca que me consegue surpreender sempre, com aquela originalidade que às vezes é difícil encontrar noutras maisons. Por isso, cada nova temporada, é um festival para os meus olhos. Cada desfile é pura magia, e este último em Milão não podia ser diferente. 


Começamos com os óculos de sol, um novo modelo com um shape quadrado e reinventado em mil e uma maneiras. Adorei, estou com imensa vontade de experimentar. 



As malas, sem comentários! Modelos icónicos da marca mais uma vez "vestidos" de formas diferentes e todos de tirar a respiração de tão giros. Continuam os chaveiros, de todas as formas e feitios, as alças personalizadas (quanto mais coloridas melhor), os bordados... Cada peça é uma verdadeira obra de arte, portanto, quem tiver a oportunidade de investir num modelo destes, força, fica servido para a vida! Caso contrário, ficamos com as inspirações para adaptar em modelos mais low cost.






22/09/2016

OLIVIA PALERMO | LFW

Adoro quando a Olivia Palermo ou outra celebridade qualquer apostam pelo high-low. O primeiro look é totalmente low cost, com todas as peças da Zara. No segundo, temos também uma blusa da marca espanhola e umas calças da Chelsea28 combinadas com marcas mais caras - Tibi (camisa caramelo), Sophia Webster (botins) e J.W.Anderson (clutch). O que mais gostei nestas duas propostas foi a mistura do azul das camisas (que eu comprei, já devem ter visto por aí algures nos meus looks) com sobreposição de peças em caramelo. Resulta lindamente e é, de certeza, uma ideia que quero colocar em prática.


Os tons terra têm sido uma constante nos looks da Olivia. Eu adoro a malha e gostei da combinação com a saia midi e as sandálias. Não usaria a saia porque não tem nada a ver com o meu estilo (ia sentir-me uma idosa com este modelo em flanela!). Na Olivia acho que resultou bem.


Estes dois looks eu usaria de certeza (só não gosto do peito do jumpsuit virado para baixo)! São simples, são trendy e não têm muitos segredos. É apostar no preto como primeira cor e depois acrescentar um terceiro tom, seja num detalhe (cinto, clutch, etc), seja no casaco (adoro este modelo fluído caramelo da Zara!).


Aqui, o que sobressai é a mistura de padrões e texturas, embora de uma forma discreta, o que me parece do mais elegante. Temos padrão/textura na listra lateral das calças de alfaiataria (que são maravilhosas), temos no cinto, na gola do casaquinho, na malha. Acho todo o conjunto Burberry lindo!


Novamente, listras laterais nas calças, uma tendência que vem forte esta estação (estas são Zara). No segundo look, destaque para a bomber toda bordada de lantejoulas, uma peça espectacular (penso que é Topshop) que faz aquela diferença boa num conjunto.


Mais uma malha combinada com uma saia midi. Este look eu usaria sem dúvida, porque acho muito mais moderno do que aquele que mostrei em cima - a saia com a fenda e os botins dão um ar sexy nada óbvio que eu adoro.  



Todas as fotos no meu Pinterest.

21/09/2016

SÉRIE CRUSH | OUTLANDER


Desde Mad Men e Downtown Abbey que não me apaixonava desta forma por nenhuma série. Está visto que a minha preferência "seriéfila" recai sobre dramas históricos, que abordem o mais possível factos reais. 

OUTLANDER é drama histórico, tem factos reais, outros pura ficção, mas vai muito, muito para além disso. Espero conseguir transmitir-vos o porquê.


Estou a escrever este post minutos após terminar de ver o último episódio emitido, ainda com um turbilhão de emoções à flor da pele. Foram duas temporadas vistas compulsivamente, com episódios intensos (já vão perceber porquê) de uma hora, episódios longos que me pareceram curtos demais. Agora, é esperar pela terceira e quarta temporadas (já confirmadas) e rezar para que haja pela menos 8, o mesmo número que compõe a saga literária de Diana Gabaldon, na qual a série é inspirada. 

Quando OUTLANDER foi para o ar, não tardou em ser baptizada como um Games of Thrones para senhoras. Não parecia absurdo que o canal de televisão americano Starz procurasse uma mega produção capaz de rivalizar com o gigante HBO. Acabaria por encontrá-la na saga de Diana Gabaldón, o fenómeno literário feminino que conta a história de Claire (Caitriona Balfe) e Jamie Fraser (Sam Heughan), dois personagens de séculos diferentes que vivem a mais bonita história de amor alguma vez contada. 


Mas como isto é possível? 


Não sem uma boa dose de fantasia, através de uma viagem no tempo, desde a Escócia do século XX, até ao século XVIII. E aqui começa e termina a fantasia, já que tudo o resto na série é, ou poderia ser, bem real. 



Depois da Segunda Guerra Mundial, Claire, uma enfermeira inglesa que havia estado no campo da batalha, reúne-se com o marido, um historiador, para uma espécie de segunda lua de mel pela Escócia. O que estava longe de saber é que essa viagem marcaria para sempre a sua vida, já que, depois de assistir a uma cerimónia pagã, de repente acorda em pleno século XVIII, no meio da batalha entre tropas inglesas e os rebeldes escoceses. Sem saber como chegou ali, Claire só quer encontrar o caminho de volta para casa. 


A ideia é interessante. Claire encontra-se num mundo que não é o dela, numa sociedade sofrida e desconfiada, no meio de escoceses brutos que rapidamente se dão conta de que esconde algum segredo. Mas como dizer-lhes que não é uma espia inglesa, mas uma mulher que provém do futuro?
Como explicar a atracção arrebatadora que sente por um jovem escocês, quando está casada com um homem 200 anos mais tarde? Poderia falar-se em traição quando o marido nem sequer havia nascido? E até que ponto queria voltar? 


Claire e Frank no séc. XX.

Claire e Jamie no séc. XVIII. 


Mais do que este dilema romântico, OUTLANDER é uma super produção rodada em plenas Highlands escocesas, aquelas paisagens verdes e húmidas que século após século continuam praticamente intactas. É trechos da história da Escócia, as batalhas, a luta pela independência. É um guarda-roupa e uma recriação de cenários maravilhosos. E é uma banda sonora arrebatadora, com um genérico - Skye Boat Song - de arrepiar. 


SEXO, VIOLÊNCIA E CORAGEM


No entanto, para mim, o grande triunfo da série está na intensidade das cenas, conseguidas após o grande trabalho de adaptação do guionista Ronald D. Moore, que conseguiu transformar uma história quase juvenil - Diana Gabaldón não é propriamente alta literatura - num argumento para adultos. 

Algumas cenas são tão fortes e tão reais, que há momentos em que sentimos o coração a saltar pela boca. Fortes, porque há sexo, há violência, há sadismo. Há as cenas eróticas melhor rodadas da história da televisão (fala-se que a química entre Sam Heughan e Caitriona Balfe é de tal forma real, que resultou numa relação fora dos ecrãs). Há violência sádica, com o personagem do capitão Black Randall, um antepassado do marido de Claire, a fazer de Ramsay e Joffrey de Game of Thrones uns autênticos anjos. 



Foi com este personagem, o capitão inglês Jack Randall, que vi a cena mais impactante da minha vida. De uma violência e depravação tal, que depois de ver nos faz querer levantar e aplaudir de pé o grande trabalho dos actores envolvidos. Sam Heughan e, principalmente Tobias Menzies, o actor que dá vida a dois personagens tão diferentes na série: Frank, o marido de Claire no século XX, e Jack Randall, o antepassado que persegue a protagonista como uma espécie de peso na consciência pelos comportamentos adúlteros.

Jamie e os rebeldes jacobitas em plena batalha contra as tropas inglesas.



Não me quero alongar muito mais. Estou-me a segurar para não fazer spoilers, portanto, o melhor é terminar por aqui e esperar que vocês tenham a sorte de pegar nesta história. Façam esse favor a vocês mesmos, de verdade!

Para terminar, só vos quero dizer que OUTLANDER não é a primeira viagem no tempo que vemos em televisão, muito menos a primeira mulher a impor-se num mundo de homens, seja no século XVIII, XX ou XXI. Não é a primeira série de nada. Mas é a primeira que me fez chorar. E por isso, para mim já quer dizer alguma coisa (nunca antes uma história de ficção me havia feito derramar uma lágrima)!